Twitter Fantasma

mai 4, 2012 by

Twitter Fantasma

Ora, não se enche o vazio pagando por nada!

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Só faltava essa. Agora, nem isso falta mais. Tem gente pagando caro por seguidores que não existem! Isso mesmo, no desespero de galgar a popularidade virtual, alguns anônimos frustrados estão pedindo socorro pros admiradores fantasmas. Acredita nisso? É sério! Na China, você pode comprar cinco mil fãs no Twitter que simplesmente nunca ouviram falar a seu respeito – até porque eles não ouvem, não teclam, nem vivem. São meros personagens falsos criados por programas piratas de computador. Enquanto o enganador se engana com a própria enganação, todos vão se enganando com este engano. Não é patético? A que ponto o vazio emocional de alguém pode provocar a miragem de ser admirado por… ninguéns?!

Pára tudo, por favor! O ser humano vale mais do que se desvaloriza na sarjeta das vaidades. Quanto mais se gasta por algo banal, menos se vale no mercado emocional. De que adianta tentar entupir o buraco no coração com falsas ilusões? Ora, não se enche o vazio pagando por nada! Este caos sentimental nas redes sociais reflete muita gente presa por aí na malha fina sufocando a realidade numa terrível solidão. E por isso tantos se magoam, decepcionam-se, debatem-se pra não afundar no esquecimento e – ainda pior – acham que cartões de crédito lhes servirão de bóia.

Que tal refletir um pouquinho nos enigmas traiçoeiros das multidões? Elas somam-se aos milhões de fãs orbitando em volta das celebridades midiáticas. São um prato cheio para o marketing viral empurrando desejos de compra que só o egoísmo busca vender. Enquanto poucos enriquecem nos bolsos, muitos empobrecem no espírito. E nesta dança desvairada de estrelas com suas poeiras cósmicas, muitos arriscam tudo pra saltar do anonimato. O pior disso? Quem galgou o Everest da fama, nem por isso escapa da depressão, da busca fútil, do seqüestro das drogas, e até do suicídio.

Vale a pena viver um inferno real “per–seguido” por fantasmas virtuais? Definitivamente, não! E NÃO! Trate de olhar seu verdadeiro valor numa Cruz úmida de sangue, ao invés de se escravizar por uma legião de descartáveis. Afinal, a mesma muvuca das grandes massas que ovacionou o Mestre na entrada da cidade, também escorraçou-O horas depois na saída do Calvário. Como puderam mudar tanto? É simples: no circo da humanidade basta uma atração maior surgir no picadeiro e a anterior já se esvai no esquecimento. Ou no espetáculo da fama é só alguém gritar mais alto do outro lado que todas as atenções se voltam pra lá.

E pra viver bem? Seja autêntico o suficiente pra curtir seu próprio reflexo no espelho – e esperto o bastante pra sacar até que ponto você não passa de massa de manobra pros interesses comerciais. Não seja só vapor flutuando na cachoeira – enquanto as celebridades cascateiam mundo abaixo. Reivindique o seu lugar nas rochas! Quer saber? Eu sigo muita gente no Twitter, no entanto, não me sentiria bem seguindo muito mais do que sou seguido. Parece mesquinho? De jeito nenhum. Apenas me sinto melhor valorizando a voz da minha vontade como formadora de opinião. Pense nisso, rejeitando as falsificações e fugindo dos “zumbimaníacos da web”.

O melhor de tudo? Quando o sistema cair e os endeusados ficarem off-line, você prosseguirá plenamente satisfeito com a admiração genuína que só Deus poderá satisfazer.

E por muito mais tempo que somente 144 caracteres.

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