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	<title>Pai Coruja</title>
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		<title>Lápide</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Jun 2011 18:25:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pai coruja</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p><img width="300" height="239" src="http://www.paicoruja.eu/wp-content/uploads/2011/06/lapide-300x239.jpg" class="attachment-medium wp-post-image" alt="lapide" title="lapide" /></p>Quer parar de jogar conversa fora e aprender de vez uma lição da vida? Presta atenção: VOCÊ NUNCA VAI AGRADAR TODO MUNDO. Acabou – ponto final! E pensar que bilhões de pessoas ainda patinam neste sebo desconcertante de esperarem dos outros o contrário... Ei, alô-ô! Sei que parece cruel, e já quase pulei da ponte (algumas vezes!) por causa disso, mas não adianta! Tá respirando? Então tem gente que não irá com a sua cara. Tá vivo? Xííí, já desagradou uma gangue de desagradáveis uivando às suas custas! Coração pulsando? Come on, bro!...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img width="300" height="239" src="http://www.paicoruja.eu/wp-content/uploads/2011/06/lapide-300x239.jpg" class="attachment-medium wp-post-image" alt="lapide" title="lapide" /></p><p><strong><em>“Se você só vive pra agradar todo mundo, reivindique suas coroas de flores!”</em></strong><strong><em></em></strong></p>
<p><strong><em> <span style="color: #ffffff;">.</span></em></strong></p>
<p> Quer parar de jogar conversa fora e aprender de vez uma lição da vida? Presta atenção: VOCÊ NUNCA VAI AGRADAR TODO MUNDO. Acabou – ponto final! E pensar que bilhões de pessoas ainda patinam neste sebo desconcertante de esperarem dos outros o contrário&#8230; Ei<em>, alô-ô!</em> Sei que parece cruel, e já quase pulei da ponte (algumas vezes!) por causa disso, mas não adianta! Tá respirando? Então tem gente que não irá com a sua cara. Tá vivo? Xííí, já desagradou uma gangue de desagradáveis uivando às suas custas! Coração pulsando? <em>Come on, bro!</em> Seus seguidores virtuais no Twitter nunca exterminarão seus perseguidores do universo real. Fazer o que? É melhor descobrir de vez como sobreviver.</p>
<p>Escrevo disso porque “virei bicho” há poucos momentos vendo minha filha de doce-de-leite amargando na panela ácida da realidade. Ela só tem 2 aninhos e foi obrigada a descobrir na própria pele de seda que tem pessoas que, simplesmente, e sem razão alguma, vão excluí-la antipaticamente do seu medíocre grupo de afortunados (to brabo, mesmo!). Levei-a ao playground do nosso condomínio e, enquanto admirava seu jeito singular de saltitar sorridente pra se enturmar, presenciei uma Bruxa Malvada de 4 anos enfeitiçando os anões menores do parquinho. Até, finalmente, sua vassourada chegar na minha princesinha de macacão rosa segurando ingenuamente uma bonequinha da Minie, e gritar: “<em>sai pra lá, pirralha, você não vai brincar aqui!</em>” Juro que meu coração parou derretendo logo a seguir. Os olhinhos negros da minha filha baixaram, seu rostinho declinou e, com passinhos fúnebres, ela veio envergonhada na minha direção. Não chorou – e isso me estraçalhou ainda mais – apenas estendeu sua mãozinha me puxando de volta pra casa. Numa hora dessas o sangue sobe pra cabeça e a razão desce pro pé. O instinto paterno até me tentou a dar uma paulada naquele Lobo Mau, mas decidi vir pra cá e, depois de suprir o buraco que se abriu no coraçãozinho dela, refletir sobre isso no nosso playground dos grandões.</p>
<p>“<em>Mas o que foi que eu fiz pra aquela pessoa me detestar tanto?</em>” É a triste pergunta que minha filha fará, muitas vezes, até os 80 anos de idade. Viver por aqui é conviver com Saddans e Bin-Ladens desnorteados pela implicância de projetarem contra os outros seus próprios demônios complexados. No entanto, não quero discutir quem espeta <em>voodoos</em> enfurecidos de ódio pra boicotar sua paz de espírito. Não, isso será outro <em>post</em>! Minha atenção se volta pra nossa reação de autodefesa em nos proteger do sofrimento de sermos antipatizados por alguém. Sabe o que a maioria faz? Viciamo-nos sob a tortura de viver às custas de agradar todo mundo – até mesmo daqueles que não merecem um segundo do nosso precioso tempo. Tem gente por aí obcecada em galgar a unanimidade alheia se iludindo na miragem da simpatia global. Sincero engano! Não fazem por mal, mas perdem muito do “bem” – o bem-estar de viver <em>com </em>os outros, <em>sem </em>os outros, ou <em>a despeito</em> dos outros. Porque sempre, eu disse SEMPRE, você vai desagradar alguém por onde quer que vá. E pelo simples fato: você está vivo!</p>
<p>Outro dia, ouvi o admirável gestor de uma multinacional desabafar: se numa reunião todos concordam com você, então você não precisa de nenhum deles que não seja simplesmente você! Pura verdade. Esta unanimidade pode ser a inteligência bajuladora mais burra precedendo a queda de um grande empreendimento. Afinal, quando você parece agradar todos ao seu redor é inevitável que a acomodação se instale e a percepção ufanista distorça a realidade. A oposição nos mantém alerta, o que não mata torna mais forte, e um nariz desagradável virado contra nossa direção pode despertar neurônios mais atentos em alinhar corretamente os passos dos pés.</p>
<p>Já percebeu que Jesus quanto mais era provado ainda mais provava sua messianidade? Tentado no deserto, provocado pelos fariseus, acossado num jardim, ou negado pelos próprios discípulos, o Mestre não podia “baixar a guarda” um instante sequer. Ao mesmo tempo, porém, em cada momento de provocação externa o Salvador revelava sua divindade sublime. É como se os perseguidores servissem exatamente à serviço de um esclarecimento maior junto aos seguidores. Contraditório, eu sei, mas é mediante a oposição que se evidencia a nobreza da posição do líder – e sem vilões apurrinhando o calcanhar, não haveria o contraste da sabedoria dos heróis.</p>
<p>Mas voltemos à neura de alguns em viver agradando. Não dá, nem deve! A menos que você “descanse em paz” – daí sim, todos falarão coisas boas, chorarão lágrimas saudosas e ovacionarão seus feitos. Por mais mórbido que pareça, <strong><em>se você só vive pra agradar todo mundo, reivindique suas coroas de flores</em></strong>! Nelas estará escrita a admiração de todos – pena que a única pessoa que não possa ler seja exatamente a única a ser homenageada. Coisa estranha, né? Vivemos enfrentando aversão até morrer pra, só então, ficarem nos valorizando tarde demais. Ou você já viu alguma lápide com tom de crítica? Portanto, aqui vão rápidas dicas pra minha filha encarar aquela Bruxa Malvada – e você também!</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><strong>- Explore a oposição em seu favor</strong>. Observe-se com uma auto análise humilde porque eles até podem ter razão em algum aspecto. Use-os pra ficar sempre atento a tudo – mas sem neurose, viu?</p>
<p><strong>- Dependa de Deus, não dos deuses</strong>. É exatamente isso que ocorre quando supervalorizamos a opinião de seres humanos: criamos deuses. Faça o certo, consciência tranqüila e adore só o Criador.</p>
<p><strong>- Vá no dermatologista</strong>. E trate de adquirir uma pele de crocodilo. Seu coração mole tem que ser bem protegido por costelas, músculos e casca grossa. Isso se aprende com o tempo.</p>
<p><strong>- Cuidado com os bajuladores</strong>. Por outro lado, quem teme os desagradáveis, pode se iludir com os “papudos”. Elogio demais pode ser tão traiçoeiro quanto um beijo de Judas. Não dependa disso!</p>
<p><strong>- Conheça a opinião pública, mas ouça aqueles da sua confiança</strong>. Um toquezinho sincero do cônjuge, ou pais, vale mais do que uma multidão inteira – a favor, ou contra.</p>
<p><strong>- Siga em frente</strong>. Sem comentários. Apenas faça isso!</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Finalmente, “<strong>todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos</strong>” (II Timóteo 3:12). Não espere que os lobos virem fadinhas-de-dente num passe de mágica. Enquanto você for ovelha, prepare-se para a matilha. E, longe de ser a visão catastrófica de uma sobrevivência pessimista, tem muita gente boa que admira o que você tem de melhor. Conte com eles. Conte para eles. Supere-se no desenvolvimento do seu caráter fundamentado em princípios sólidos e cristãos. Fale menos e inove mais. Renove-se de joelhos dobrados diante do Único capaz de conhecer suas verdadeiras intenções. Além disso, não deixe os reveses do seu cotidiano se agigantarem como um ponto final na sua auto-estima. Se você nunca agradará todo mundo, preocupe-se em agradar a Deus, a si mesmo e quem lhe quer bem.</p>
<p>Os outros, ah! Os outros que um dia leiam – ou escrevam – na sua lápide o que quiserem. Até lá, você terá vivido melhor e feliz.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p class="facebook"><a href="http://www.facebook.com/share.php?u=http://www.paicoruja.eu/destaque/lapide/" target="_blank"><img src="http://www.paicoruja.eu/wp-content/plugins/add-to-facebook-plugin/facebook_share_icon.gif" alt="Share on Facebook" title="Share on Facebook" /></a><a href="http://www.facebook.com/share.php?u=http://www.paicoruja.eu/destaque/lapide/" target="_blank" title="Share on Facebook">Share on Facebook</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Suprema Diva</title>
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		<pubDate>Wed, 04 May 2011 13:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pai coruja</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img width="300" height="300" src="http://www.paicoruja.eu/wp-content/uploads/2011/05/mae-300x300.jpg" class="attachment-medium wp-post-image" alt="mae" title="mae" /></p><p><strong><em>“Se somente Deus é TUDO, então minha mãe é o MÁXIMO”</em></strong></p>
<p><strong><em><span style="color: #ffffff;"> .</span></em></strong></p>
<p><span style="color: #ffffff;"> .</span></p>
<p>Ela já sabia o que eu nunca saberia – que um dia iria nascer. Desde lá virei refém da completa incapacidade de ser grato como deveria. Suas dores embalaram meu sorriso, e suas lágrimas fortaleceram meu caráter. Nunca fiz por merecer, e ela jamais fez pra se engrandecer – pois quem é grande expressa no serviço sua verdadeira grandeza. De repente, vejo em meu umbigo o lembrete inapagável de que fomos ligados pra sempre. E sinto na consciência o grito do dever – ainda não cumprido – de homenagear aquela que ultrapassa qualquer palavra existente no mundo dos mortais.</p>
<p><strong>Ser mãe.</strong> Isto é unção divina compartilhando uma fração do poder Criador com o ventre de uma criatura. É revesti-la de força protetora superando limites inimagináveis. Elas superam o absurdo e resistem ao insuportável. Suas contrações são prelúdios de outra vida recebendo um amor capaz de sacrificá-la pra viver. Por tudo isso, a maternidade é um portal projetando suas escolhidas às dimensões impensáveis – é um oráculo sagrado cuja reverência de um beijo grato vale mais que qualquer bajulação.</p>
<p>Sempre amei a minha mãe. Mas foi agora, virando pai, que me surpreendi pra valer com meu papel de filho. Recebemos tudo pra deixá-las, muitas vezes, sem nada. Arrancamos seu sono, lambuzamos suas mãos, e das fraldas trocadas às canções de ninar crescemos sem dar conta do quanto pesamos sobre aquele colo de aço. Se não fossem estas heroínas aquietando nossos pesadelos, esmoreceríamos perante inimigos infalíveis como: o medo da solidão, a inaptidão pra alimentação e a assombração dos Bichos Papões. Ah, se não fossem elas, nunca seriam eles – muito menos eu.</p>
<p>Por isso, descolaram estas estrelas lá do Céu trazendo-as à Terra pra nortear a humanidade. São elas: as super-mães desfilando de avental como supremas divas. Tornarei ainda mais memorável: <strong>se somente Deus é TUDO, então minha mãe é o MÁXIMO</strong>. Porque nada se sobrepõe ao que ela fez por mim. Além disso, agora como pai-coruja, não existe boa ação minha capaz de equiparar ao exemplo dado por minha esposa pra minha filha. Fico estupefato fanatizando estas rainhas. E com estas duas mães pajeando minha vida torno-me o filho e marido mais feliz do mundo.</p>
<p>Que tal pensar em maneiras alternativas de valorizar aquelas que sempre merecerão mais?</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Fale enquanto ela escuta.</span></strong> Mórbido ou não, coroas de flores jamais serão vistas, nem percebidas por quem foi honrado com elas. Não procrastine aquilo que pode aliviar seu peso de consciência por “nunca ter falado a ela”. Diga enquanto pode ser ouvido. Sua mãe merece escutar um pouco daquilo que lhe disse tanto. Não deixe pro ano que vem, é tempo demais pra brincar com o futuro.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Agradeça mais do que presenteie.</span></strong> Comprar um presente caro depende do tamanho do bolso, dizer um sincero “Muito Obrigado!” quebra o orgulho próprio em mil pedaços. E é isso que elas sonham ouvir. Nunca vi mãe no mundo mais interessada no embrulho do que no abraço. O reconhecimento puro é muito mais precioso do que a ostentação sofisticada. Afinal, quem deu banho na gente não vai exigir um banho de loja (só se for segunda opção!)&#8230;</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Perdoe – e ponto final</span></strong>. Não existe pessoa na Via Láctea que não mereça, no mínimo, um alento de perdão. Isso não significa <em>viver juntos novamente</em> ou <em>esquecer tudo de repente</em>, ou até mesmo <em>fingir que nunca aconteceu</em>. Se você faz parte desta minoria cuja maternidade nunca foi lá seu grande exemplo, pelo menos liberte-se da raiva e alce voo nas asas da misericórdia. Seja nobre o bastante pra reconhecer os nove meses que lhe suportaram e deixe a justiça nas mãos de Quem é infalível: Deus, não você!</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Fique atento em dar atenção.</span></strong> Eu sei que “ninguém faz por mal ser desatento com quem a gente ama”. E por isso mesmo é preciso ligar o despertador da alma acionando a consciência pra tirar o piloto do automático! Mãe, se a gente não “força lembrar” a gente esquece – especialmente depois do Dia das Mães. Porque é um amor tão estável e acolhedor que, injustamente, só nos lembramos quando estamos no fundo do poço ou na poça de lágrimas do “tarde demais”. Pra quê ser assim? Force-se a inventar momentos ímpares, leve-a pra passear, viaje pra curtir, minimize suas manias e maximize sua companhia. Você verá que nesta amizade existe um amor ainda maior.<strong></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Ligue mais vezes – é simples mesmo!</span></strong> Por incrível que pareça, a coisa mais fácil de fazer é a que menos fazemos, né? Tenho me policiado pra usar o telefone ligando pra ela mais do que tenho ligado pra pedir pizza. Tem filho que fica dizendo “vou ligar!” e só liga se for pra pedir dinheiro ou reclamar da nora dela. Pára com isso! Um telefonemazinho faz uma incrível diferença! Aproveite enquanto dá – enquanto ela ainda sabe apertar o botão certo pra lhe atender. Tudo passa, não se esqueça&#8230;</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Lembrar ressuscita.</span></strong> Infelizmente, do lado de cá do Céu, não podemos trazer de volta aqueles cuja morte estraçalhou um coração de saudade. No entanto, eu acredito que relembrar as coisas boas reascende dentro da gente o mais importante de todos os sentimentos depois do amor: <strong>a esperança</strong>. Creia que um dia tudo vai mudar – e se re-criar graças a Deus! O sono da morte é apenas uma momentânea pausa entre dois movimentos da mesma sinfonia. E este segundo trecho, que breve virá, será eternamente lindo, perfeito e familiar.</p>
<p>Finalmente, olhando a <em>minha</em> Suprema Diva, sou levado pra longe com dois sentimentos: o do <span style="text-decoration: underline;">crédito</span> e do <span style="text-decoration: underline;">débito</span>. Serei eternamente devedor vendo o tempo implacável passar sobre aquela que um dia me pariu pra surgir na linha do tempo. Minha rainha-mãe permanece assustadoramente nobre, a despeito dos traços visíveis que só a experiência pode coroar. Eu daria tudo pra tê-la jovem de outrora com meus olhos adultos de agora. Por isso devo. Porque eu me fortalecia à medida que ela se enfraquecia. Se hoje sou alguém é porque ela se renunciou como ninguém. E agora, ao vê-la por debaixo de meus ombros, sinto um aperto mudo da garganta ao coração percebendo o quanto ela deu de si pensando unicamente em mim. Ah, se pudesse eu voltaria lá atrás&#8230; Desceria no escorregador novamente aproveitando melhor seus braços lá embaixo, pularia em sua cama imortalizando na memória a delícia de cada gargalhada, e curtiria os singelos passeios em que me sentia seguro olhando de baixo pra cima suas mãos me segurando. Mundo ilógico, não? Quando valorizamos os amores complexos da vida por entre nossos dedos, eles se esvaem restando-nos compensar em pouco tempo o muito de gratidão.</p>
<p>E o crédito? É minha única carta-na-manga – mais pra uma rosa dentro do <em>blaizer</em> junto ao peito: fazer deste Dia das Mães meu momento de todas as eras. Pra dizer junto a seu ouvido, ou sentir junto à sua lembrança, o quanto a amo de maneira única e inexplicável. Pois, pra falar a verdade, mãe a gente nunca vai entender em sua plenitude – apenas aceitar este presente do Céu e, no máximo, expressar:</p>
<p><em>Obrigado, mãe, você me fez existir</em>!</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p class="facebook"><a href="http://www.facebook.com/share.php?u=http://www.paicoruja.eu/eu-pensador/suprema-diva/" target="_blank"><img src="http://www.paicoruja.eu/wp-content/plugins/add-to-facebook-plugin/facebook_share_icon.gif" alt="Share on Facebook" title="Share on Facebook" /></a><a href="http://www.facebook.com/share.php?u=http://www.paicoruja.eu/eu-pensador/suprema-diva/" target="_blank" title="Share on Facebook">Share on Facebook</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Solteirão Bem Casado</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Apr 2011 11:25:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pai coruja</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p><img width="300" height="200" src="http://www.paicoruja.eu/wp-content/uploads/2011/04/single-2-300x200.jpg" class="attachment-medium wp-post-image" alt="single 2" title="single 2" /></p>Em tempos de Casamentos Reais entre príncipes e suas princesas, percebi uma coisa:
Minha filha, de quase dois anos, adora estar rodeada de gente. Mas também se vira super bem se não tiver ninguém por perto. É impressionante perceber como as crianças sabem brincar sozinhas...Por isso dedico este texto a todos os solteiros, e solteiras, que podem curtir a vida de maneira criativa...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img width="300" height="200" src="http://www.paicoruja.eu/wp-content/uploads/2011/04/single-2-300x200.jpg" class="attachment-medium wp-post-image" alt="single 2" title="single 2" /></p><p><strong><em>“Estar bem acompanhado de si é muito melhor do que mal acompanhado de outro”</em></strong></p>
<p><strong><em> <span style="color: #ffffff;">.<span style="color: #ffffff;">..</span></span></em></strong></p>
<p>Em tempos de Casamentos Reais entre príncipes e suas princesas, percebi uma coisa:</p>
<p>Minha filha, de quase dois anos, adora estar rodeada de gente. Mas também se vira super bem se não tiver ninguém por perto. É impressionante perceber como as crianças sabem brincar sozinhas. Elas inventam seus próprios mundos com canecas, potes e caixas de papelão. Falam com seres imaginários e dialogam com seus próprios ouvidos. É um barato! Às vezes, me escondo espiando minha “molequinha fofa” se divertindo a sós.</p>
<p>Zapeie pro nosso mundo e me diga se não deveríamos voltar a ser criança neste sentido? Quando o assunto é o <strong>coração</strong>, alguns beiram o infarto se não tiver alguém pra dividir a pasta de dente. Por isso, dedico este texto primeiramente à minha filhota, que me inspira a escrever, e a todos os <strong><em>solteiros</em></strong> e <strong><em>solteiras</em></strong>, que podem curtir a vida de maneira criativa. Aprendi a admirar quem sabe se virar do jeito que acabou virando. |Se é por escolha própria, ou ausência de escolha próxima, o verdadeiro topo do pódio não é a dois, mas o que levamos de satisfação pelo presente dado por Deus: <strong>o tempo</strong>. E isso é absurdamente pessoal – como a exclusividade da sua própria digital.</p>
<p>“<em>Mas você está casado, pai coruja! É fácil falar assim. E eu que procuro minha alma gêmea e só encontro toupeira siamesa? Jogaram-me no mosteiro sem eu pedir pra ficar lá!”, </em>você desabafa. Eu entendo! Tem muita catarata debaixo desta ponte, mas garanto que também existem paisagens a serem vistas de lá. Posso tentar lhe motivar? Você tem coisas intrigantes em seu caminho: pode escolher, descobrir, arriscar e se aventurar. É dono do seu nariz e senhora do seu destino. Sem contar que <strong>viver em paz consigo vale mais do que sobreviver em pé de guerra com quem não faz por merecer</strong>.<strong></strong></p>
<p>Bem, selecionei algumas dicas pra provar que dá sim pra ser um “solteiro bem casado”. Porque <strong>estar bem acompanhado de si é muito melhor do que mal acompanhado de outro</strong>. Que tal pensar um pouco?</p>
<p><span style="color: #ffffff;">..</span></p>
<p><span style="text-decoration: underline;">-<strong> Reinvente-se!</strong></span> Quer saber? <strong>O problema não é a falta de alguém ao lado pra olhar as coisas lindas da vida – é não saber olhar as coisas lindas da vida</strong>. Ao invés de embolorar à espera do príncipe encantado, já pensou em curtir pra valer as oportunidades de estar no baile real? A criatividade não é dom matrimonial, é condição básica para sermos humanos. Dá pra olhar as mesmas cenas sobre outros ângulos, pra desbravar novas fronteiras, e colecionar lembranças tão ímpares quanto maravilhosas. Isso não depende de ninguém mais, a não ser a única pessoa capaz de estragar tudo perdendo tempo: <strong>você!</strong> O nariz é o mesmo, mas os ares podem ser bem melhores, basta reinventar-se.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">- <strong>Pare com esta mania miserável de minhoca falida!</strong></span> Ei, a tolice de se sentir raspa do tacho já era. Ficar rastejando no chão é coisa de bicho nojento – além de facilitar uma pisada esmagadora. O pior é que geralmente os pés cruéis são de gente distraída (ou você acha que todo mundo só fica pensando no seu pior? Você não é tão notável assim!). Portanto, deixe de ser isca e vire anzol de verdade. <strong>Você vale mais do que parece – mas tudo depende do que você pensa</strong>. Cara de falido só consegue empréstimo bancário (e olha lá!), jamais fecha um bom negócio duradouro. Afinal, ser solteiro não é fim de linha, mas uma rota alternativa de viver bem.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">- <strong>Oceanos são das baleias – miragens e fábulas das sereias.</strong></span> Calma lá! Não no sentido “tecido adiposo” da ilustração, ok? Digo isso porque as baleias são reais, sociáveis, naturais, majestosas e seguras. Já as sereias são puro devaneio imaginário que apenas seduzem – nada mais, e nunca mais – sem contar que atraem tanto suas presas quanto afogam seus homens. Portanto, seja acessível. Aterrisse! Avião foi feito pra voar lá em cima carregando tranqueirada (inclusive eu no meio de 270 passageiros espremidos!). <strong>É no chão que o verdadeiro amor acontece.</strong> Fuja da ilusão que isola e seja ser humano como todos os outros. <strong>Quem vive sonhando com um conto perde as fadas da vida real</strong>. Você é tudo o que você tem – que tal se esforçar por ser extraordinariamente normal?</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">- <strong>Reduza as exigências, jamais as expectativas.</strong></span><strong> </strong>Não exija uma musa ou deus-grego perfeitos – até porque você também tem caspa, chulé, espinha e celulite. Mas também sem abrir mão de cultivar a expectativa pura de buscar alguém que lhe admire. Fuja das condições impossíveis e vá ao encontro de alguém que lhe complete. <strong>Tem gente cobrando perfeição sem pagar pelos próprios defeitos</strong>. Ninguém tem o direito de exigir a excelência 100% se no máximo chega a 70% no teste de quem é. Querer demais pode deixá-lo de menos.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">- <strong><em>A fila anda</em>, mas quem disse que é pra você?</strong></span><strong> </strong>Por outro lado, eu sei que ver gente numa fila dispara nossa impaciência. Mas preocupar-se com o ritmo dela só deixa você mais ansioso. Não sucateie seus ideais, muito menos permita seu cotovelo dolorido apequenar sua racionalidade. Felicite os da fila alheia, e lembre-se: <strong>deixe o tempo de Deus ditar o relógio da sua vida</strong>.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">-<strong> Coração não é albergue comunitário</strong></span><strong>.</strong> Ora, não me venha com o papo de dar esmola pra ajudar “caras de coitadinhos”, afinal sem-teto é problema do Ministério Público! Tem gente achando que é pecado permanecer solteiro e sai por aí distribuindo seu coração na sarjeta. Cuidado! Pão pra mendigo é uma coisa boa, agora abrir sua alma por pena é outra bem diferente – beira o absurdo. Solidariedade tem limites e obras de caridade não preenchem os lençóis. Fuja dos chantagistas emocionais!</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">- <strong>Não se acham morangos num bananal.</strong></span> Agora, atenção! Pra achar um companheiro na prateleira você precisa ir ao supermercado. Não sou contra solteiros serem amigos dos casados, mas equilibre as coisas porque os interesses são diferentes e os lugares também. Dê uma ajudinha pro cupido indo a uma demonstração de arco-e-flecha, e não criando teia na plateia de um show de sumô. <strong>Saia com gente que também busca o que você procura</strong>. Vai que vocês se encontram&#8230;</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">- <strong>Lave o carro com cera brilhante</strong></span><strong>.</strong> Opa! Pára tudo! Procurando – ou não – alguém pra você, trate de se cuidar. Não desfilo com meu carro sujo de lama por aí, então, dá pra você dar uma melhorada no seu produto? Se embalagem não fosse importante venderíamos perfume em frasco de requeijão. Arrume-se, ame-se no espelho! Porque aquele seu reflexo ali é mais importante do que qualquer outro fã clube mundo afora.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">- <strong>Especialize-se!</strong></span> Não adianta! <strong>Um especialista sempre chama mais atenção do que um generalista</strong>. Enquanto você não precisa “gastar tempo” telefonando, comprando flores, contando estrelas e escolhendo buquê (minha esposa me estrangulará!), que tal investir sua vida aprendendo a fazer algo muito bem feito? Estude, trabalhe, exercite-se, pesquise e dedique-se em “arrebentar a boca do balão” como um <em>expert</em> em algo – de corpo e alma, mas não coração! Conheço muita gente excepcional que está aproveitando esta fase da vida para economizar, fazer uma Pós, chegar antes no trabalho, e conquistar seu espaço – antes mesmo de uma pessoa. De repente, você encontra alguém com a mesma dedicação que você&#8230;</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">-<strong> Joelhos dobrados e confiança estirada.</strong></span> O que não existe nos planos de Deus é gente infeliz! Ser casado, ou solteiro já é uma questão de plano de vôo. Que tal se consagrar mais e se preocupar menos? <strong>Cama solitária só existe no coração de quem NÃO ora antes de dormir</strong>. O Pai do Céu sabe muito bem o QUE, o QUEM, e além do QUANDO são melhores pra você. Aproveite pra experimentar uma aventura lado-a-lado com Ele. <strong>Jamais o Inventor do amor desprezará você na linha de montagem divina</strong>. Quando der, e se der aquela impaciência compreensível de experimentar a vida a dois, que seja com Seu Deus. Se Ele lhe mostrar uma “terceira companhia”, que ótimo! Senão, “a dois” sendo você com Deus é eternamente melhor do que “a nada” com você e alguém sem Deus. E sabe o que o maior <em>best-seller </em>dos relacionamentos diz? “<strong>Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem</strong>” (Eclesiastes 3:11). Eu ainda acredito completamente nisso – e o “ainda” não é porque posso mudar de ideia, mas porque o mundo todo parece que está mudando!</p>
<p>Olha lá! Neste momento minha filha acaba de gritar de alegria pra si mesma ao colocar um pinguim de pelúcia em cima do carrinho da Barbie. Não está nem aí pro fato de não haver ninguém por perto. Ela apenas ri, curte a vida e descobre suas próprias oportunidades. E eu, espiando, penso em quantas vezes <strong>Deus também espia nossa existência apaixonado pelo que somos e fazemos com aquilo que temos</strong>. Seja espetacularmente ousado na confiança do Pai do Amor ali em cima e curta sua vida como ninguém curtiria melhor.</p>
<p>Ah, e não esqueça: <strong>ser solteiro não é falta de opção, mas é optar por ser feliz com a opção que se tem</strong>. Case-se com esta felicidade!</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
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		<title>Não Leia!</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 19:58:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pai coruja</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p><img width="300" height="240" src="http://www.paicoruja.eu/wp-content/uploads/2011/04/nao-leia2-300x240.jpg" class="attachment-medium wp-post-image" alt="nao leia" title="nao leia" /></p>ATENÇÃO! Se você não costuma sentir saudades, vai por mim: procure outro canto e pare de ler isso aqui. Este texto não é pra gente como você! 
Agora, se seu coração, vez por outra, sente aquela fome estranha satisfeita somente ao rever quem alimenta sua vida com amor, siga em frente comigo...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img width="300" height="240" src="http://www.paicoruja.eu/wp-content/uploads/2011/04/nao-leia2-300x240.jpg" class="attachment-medium wp-post-image" alt="nao leia" title="nao leia" /></p><p><strong><em>“Pessoas são o bem mais precioso de tudo aquilo que temos”</em></strong></p>
<p><strong><em><span style="color: #ffffff;">. </span></em></strong></p>
<p>ATENÇÃO! Se você não costuma sentir saudades, vai por mim: procure outro canto e pare de ler isso aqui. Este texto não é pra gente como você!</p>
<p>Agora, se seu coração, vez por outra, sente aquela fome estranha satisfeita somente ao rever quem alimenta sua vida com amor, siga em frente comigo. Pois fiquei 15 dias fora de casa e não aguento mais tanta vontade de voltar pra quem torna meu viver uma aventura maravilhosa. Este desejo subjuga minha razão a serviço da emoção. E que única palavra é capaz de resumir isso tudo? <strong>SAUDADE</strong>.</p>
<p>Vem cá, quando foi a última vez que ela lhe envolveu de verdade? Aquela saudade silenciosa que aperta sem mãos, e dói mesmo sem ferir? Confesso que não é fácil pro homem de hoje, revestido do verniz profissional-batalhador, reconhecer esta sensação. Até porque sentimento não é calculável, muito menos previsível, e isso nos assusta feito ameaça nuclear.</p>
<p>A questão é que desde quando “<em>a paternidade não bateu na porta, mas dissolveu por completo minhas paredes</em>”, tenho lidado com emoções bem distintas: viajo com vontade de voltar, falo bastante fazendo tudo pra escutar um serzinho, conheço lugares querendo retornar com outra companhia, fico em hotéis sentindo falta das fraldas pelo chão&#8230; Vai me dizer se não é estranho? Homenzão com fotinho 3X4 na carteira? Chefe sendo mandado por um metro de gente? O telefonema mais importante ter grunhidos ao invés dos resultados de metas? Isso aí! Viajar virou um impaciente espaço separando meu mundo encantado em dois momentos: passado embalado de lembranças e futuro aguardando o retorno.</p>
<p>A saudade, pra mim, é uma evidência de que a memória humana age sustentada pelas emoções dos relacionamentos. Podemos ser frios, calculistas, binários, negociantes e imparciais, no entanto, ficar longe de quem aprendemos amar é levar uma rasteira capaz de neutralizar todo o resto. Pra mim, quanto mais o tempo passa longe de quem amo, menos completo eu me sinto vendo-me aquém da felicidade um dia experimentada. E alguém deveria tentar tolamente ignorar este alerta de que tem gente esperando pela gente? De como fomos feitos cúmplices pra vencer o isolamento? Acredito na falta presencial que me propulsiona ansiar voltar logo pra casa. E minha filha é a prova soberba da verdade infalível: <strong>pessoas são o bem mais precioso de tudo aquilo que temos</strong>.</p>
<p>O problema existencial da vida humana é que bagunçamos tudo isso. Passamos a supervalorizar as conquistas menosprezando os conquistados. Tem homem gastando mais tempo preocupado com sua posição na companhia do que com aqueles que lhe farão a verdadeira companhia na aposentadoria. Infelizmente, alguns se especializam na arte consumista de “correr atrás do vento” e largam de lado o privilégio “da brisa batendo na face” de mãos dadas com alguém. Viajam <em>for business</em> pra ganhar mais, no entanto, se não cuidar, gastam mais depois no buraco emocional que a distância só piora. E isso é um alerta, ok? Não uma sentença de morte. Eu também viajo, mas, ao voltar pros braços que mais amo, confirmo o quanto tenho minhas âncoras bem firmadas noutros dois corações: minha esposa e filha.</p>
<p>Pra quê querer mais? (Só se for pra aumentar a prole!) No entanto, não poucas vezes me distraio daquilo que move a essência humana: <strong>tudo o que fazemos, compramos e sonhamos sempre inclui pessoas junto – ou pra ficar junto</strong>. E enquanto voo à caminho do meu ninho reconheço quanto tempo já perdi com coisas pequenas, discussões tolas e mesquinhez covarde. E tolices de outros desfilam por aí:</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><strong>- Ser o tipo de gente que vira bicho se não der a última palavra;</strong></p>
<p><strong>- Dizer NÃO pra tudo e todos só pra mostrar “quem manda no barraco”;</strong></p>
<p><strong>- Entrar em colapso se receber alguma crítica;</strong></p>
<p><strong>- Tornar-se implacável exatamente com aqueles que lhe amam cheios de misericórdia;</strong></p>
<p><strong>- Ver no perdão um gesto de fraqueza e no esquecimento uma síndrome de burrice;</strong></p>
<p><strong>- Não ter mais tempo pra ouvir quem um dia sussurrou no seu pé do seu ouvido;</strong></p>
<p><strong>- Ler isso aqui na defensiva, dizendo: “<em>que bom que nunca fui nem serei assim!</em>”</strong></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>(&#8230; tempo pra pensar&#8230;  &#8230;)</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Ah! E o que dizer do “estilo manda-chuva” que transforma a vida dos que lhe rodeiam numa tempestade? Aquele cuja autoridade só lhe torna mais cego e desumano? Não se engane<strong>: todo ditador é um medroso enrustido</strong>. Chega a ser patético ver um megalomaníaco pisando em quem pode lhe encarar à mesma altura. Liderar pessoas é uma coisa, vociferar numa trincheira de robôs é outra – e existe só até uma força maior silenciar a repressão. É uma lei: quem teme a própria sombra com insegurança um dia será devorado ferozmente pela falta indomável ao ter afastado todos de perto.</p>
<p>Eu escolho a saudade domesticada. Mesmo “aos trancos e barrancos” de minha personalidade eternamente aprendiz, vejo a importância ilimitada de me arriscar nas alturas imprevisíveis do amor – e daqueles que me amam. Esta saudade pura é absurdamente oposta à saudade pelo medo. E quer saber? Eu já me re-matriculei inúmeras vezes na alfabetização dos relacionamentos construtivos. Repito de lição como minha filha não consegue comer sem esparramar arroz pelo chão. Mas sigo em frente vendo que pelas estradas ilógicas dos amantes “<em>quem só ganha, às vezes, perde; e quem perde, muitas vezes, ganha</em>.”</p>
<p>Neste momento de melancolia também me lembro da promessa de um Outro Saudoso: “<strong>e quando eu for (&#8230;) voltarei e vos levarei para mim mesmo – pra que onde Eu estiver estejais vós também</strong>” (João 14:3). Absurdamente impensável e sobrenaturalmente irreversível! Entendeu bem? Deus também sente saudade da gente. Seu amor apaixonado por Suas criaturinhas é tão incrível quanto o preço pago ali na Cruz pra encurtar, de uma vez por todas, a enorme distância do pecado. É maravilhoso! Isso é lindo demais, e ficou ainda mais real depois de eu ver pelo Skype a minha coisinha fofa numa <em>webcam</em>, dizendo: “<em>papáái, óólta!</em>” Eu sei que ela repete as palavras ditadas por outra “dona do meu mundo” cujo colo onde está lhe serviu pra amamentar tantas vezes. Ambas compõem a imagem <strong><em>quase</em></strong> perfeita – em primeiro plano, uma que ainda nem sabe do que o amor é capaz de gerar. E no plano logo atrás, um pouco mais desfocada, aquela que consegue mostrar pra mim o quanto sou incompleto sozinho.</p>
<p>Esta imagem um dia será perfeita? Sem dúvida, e logo! Será mais um momento pleno da minha vida – e bom demais! – quando meus braços, finalmente ali, envolverem por detrás as duas ao mesmo tempo. Vou congelar a imagem, de olhos bem fechados, apertar forte tudo o que tenho de mais importante pra mim. E reconhecerei ser mais um daqueles recados abençoados do Pai do Céu de que a minha saudade satisfeita é um mero prenúncio daquela outra saudade, ainda maior, a ser satisfeita por Ele – em toda a eternidade.</p>
<p>E muito logo!</p>
<p>.</p>
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		<title>Desejo da Mula</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Apr 2011 06:11:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pai coruja</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img width="300" height="225" src="http://www.paicoruja.eu/wp-content/uploads/2011/04/mula-300x225.jpg" class="attachment-medium wp-post-image" alt="mula" title="mula" /></p><p><strong><em>“Sabedoria é saber o que fazer mesmo quando ninguém mais sabe”</em></strong></p>
<p><strong><em><span style="color: #ffffff;"> <span style="color: #ffffff;">.</span></span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="color: #ffffff;"><span style="color: #ffffff;">.</span></span></em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong>Já estava na hora. Doze badaladas. O encanto infalível evaporou, a princesa escorregou na maionese e a carruagem se desfez em abóbora. A única diferença é o sapato de cristal trocado por uma fralda largada pra trás. Porque, finalmente, minha filha de 22 meses começou a extravasar sua natureza humana mergulhada no ácido do orgulho. Sua vontade não admite ordens contrárias, nem seus <em>sins</em> almejados aceitam um <em>não</em> paternal. Ela fecha a cara, bate o pé, lança-se no chão, além de caprichar no BBB (Berro Besta de Birra!). E eu, que me iludia ser “o único pai do mundo com uma filha de outro mundo”, aterrissei meus devaneios perante uma cria tão genial quanto geniosa. Pois é! A fada se quebrou em mil pedaços e eu sobrei de queixo caído pelo chão.</p>
<p>É claro que eu a amo! Sou transloucado de paixão por aquele serzinho. Mas, recentemente, comecei sentir a mistura do pódio com o fim da fila – do troféu valioso com a fúria do derrotado. Num dos casos, era só uma escada pra ela NÃO subir, mas foi travada uma Guerra do Vietnã pela obediência – e eu, os Estados Unidos, acabei perdendo pra selva. Outra vez, pedi pra não jogar a colherada plástica cheia de papinha no tapete – ela entendeu, fez um “rrrhhhh” e, num tom de desafio, jogou-a tão forte que foi na tela da TV. E o que falar da mania de se grudar no chão? Gente! Criança é tão ameaçadora quanto ringue de luta livre! Mas ao invés de agredir na altura do joelho, joga-se esperneando no chão. Nestas horas meu sangue sobe numa explosão, sinto um calafrio gelado no couro cabeludo, e vendo a razão descer pro pé antes de chutá-la longe, pergunto: “<em>Meu Deus, o que eu faço agora?</em>”</p>
<p>A vida não vem como uma bula escrita “Modo de Usar”. Certas esquinas que temos pela frente escondem completamente a visão nos vedando do que vem a seguir. E a fase que acabo de “adentrar triunfalmente pelos portais da incompetência”, dizem por aí que só vai terminar quando eu acabar – antes! Pois esta Saga da Educação é hereditária, vitalícia e imprevisível. Sabe o mais intrigante? Se meu “docinho recém-nascido” tornou-se um infantil “ossinho duro-de-roer”, o amor que tenho por ela é ainda menor do que o de Deus por mim – por isso Ele dá o direito de escolha, liberdade de expressão e possibilidade de pecar. Por quê? Pra nenhuma criatura acusar o Criador de ter sido feita sem alternativa. Eu vejo isso em minha filhota cada vez que ela me olha com cara de Cuca!</p>
<p>Mas deixa eu voltar àquele momento indecifrável em que trocaria todas as minhas economias pela solução maravilhosa pra queda-de-braço entre pai e filha. Barganharia todos os meus pratos de lentilhas pela primogênita resposta ideal em cima do laço (Genesis 25:34). Só que não é o que acontece. O gênio sumiu! Posso esfregar uma lâmpada até dissolver as mãos que seguirei no silêncio das dúvidas enroscadas na falta de ideias. Semana passada, entrei em outra sinuca de bico. Disse a ela: “<em>se você jogar o celular do papai de novo ficarei muito triste!</em>” Ela jogou com cara de provocação. “<em>Filha, vou repetir só mais uma vez: não faça isso!</em>” Seu olhar parecia de lutador de boxe cara-a-cara com o adversário na hora da pesagem – e tacou mais forte. “<em>Ultima vez, senão&#8230;</em>” Antes de terminar, meu I-Phone  já decolava rodopiando pelos ares da sala. Respirei fundo, meu Google Mental não achou um resultado sequer, segurei firme seu bracinho, e enquanto seu biquinho nascia, minha paz de espírito morria. Usei a força bruta só pra me sentir um fraco tolo logo depois. Três décadas e meia contra nem dois anos – além dos 78 quilos de massa gorda sobre 12 de porcelana frágil – soam um tanto constrangedor. Por isso me senti péssimo! (Calma que não fiz nada mais do que apertar seu braço, ufa!)</p>
<p>Sabe o que todo mundo implora nesta hora, sem nem expressar verbalmente? O que eu suplico pra Deus quando me sinto incapaz de me livrar da sensação de “jumenta de Balaão”– e ainda muda? (Números 22:21-30). Peço o dom mais valioso pra qualquer ser vivente neste mundo inexplicável: <strong>SABEDORIA</strong>. Porque <strong>sabedoria é saber o que fazer quando ninguém mais sabe</strong>. É esfriar a cabeça quando a chaleira do coração está fervendo. Isso é tão difícil quanto garimpar um diamante raro no quintal da própria casa. Confesso que tenho vasculhado com muito mais fervor esta jóia preciosa na galeria das virtudes. Afinal, quando me sinto relinchando com minha filha, já que ela não entende nada do que peço, imploro a Deus modificar meus coices em atitudes sábias. Mas isso não é fácil, muito menos natural ao meu jeito de ser.</p>
<p>Por isso vou segredar pra você o trecho bíblico que se tornou minha leitura predileta nos últimos dias. Lá vai! “<strong>Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e ser-lhe-á concedida. Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando</strong>” (Tiago 1:5 e 6). Não é uma pepita brilhante achada no entulho do quintal? Tenho me agarrado a esta promessa divina como chimpanzé ao tronco no meio do vendaval. Daí eu entendo porque o próprio Criador apareceu a Salomão dizendo “<em>pede qualquer coisa que Eu lhe darei!</em>”, e sabe o que ele pediu? <strong>Sabedoria</strong>.<strong> Só isso – e tudo isso! </strong>(1 Reis 3) Pois quando se é sábio, todo resto será consequência óbvia das decisões acertadas.</p>
<p>E o que faço se pareço mula empacada perante uma criaturinha desnorteada? Tenho orado mais, lido mais, respirado mais, orado ainda mais e pedido muito, muito mais mesmo, perdão a Deus. Porque ser pai é tentar acertar mesmo em meio a vários erros. <strong>Educar é ser humilde pra aprender consigo errando antes de exigir impacientemente o outro acertando</strong>. A Bíblia chancela tudo isso: “<strong>a sabedoria, porém, lá do alto, é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial e sem fingimento</strong>” (Tiago 3:17). Não tem saída! Ser sábio é não achar todo mundo burro. <strong>Ser sábio é construir seu próprio alicerce seguro antes de criticar o telhado de vidro do outro</strong>. O sábio prega mais com suas atitudes do que fica dando sermão de dedo por aí. E sábio é o pai que consegue ficar mais perto de Deus pra fugir de si mesmo na hora em que se sente tão pecador quanto seu próprio filho.</p>
<p>Olhando minha filha indecifrável antevejo a imutável Lei do Crescimento: <strong>não vai ser fácil</strong>. Quando mais me sinto provocado é exatamente quando mais percebo, estarrecido, o quanto ela se parece indiscutivelmente&#8230; comigo! Isso é duro e cruel – feito um espelho insensível refletindo minha própria feiúra. A culpa dela é reação genética da minha própria culpa. <strong>Por isso acredito que de joelhos dobrados fico mais apto pra receber o que Salomão também recebeu e, de repente, como num passe de mágica, percebo que também estou mais na altura da minha filhinha olhando pra mim</strong>. Seus olhinhos brilham a inocência da inexperiência enquanto me olham como se pedissem ajuda mesmo sem saber. É nesse momento ímpar que consigo ver aquilo que ela não entenderá tão cedo: <strong>viver esta vida é aprender vencer a si mesmo ainda que com a ajuda dos outros</strong>. Pode ser um pai errante amando mais do que jamais imaginou, e pode ser junto com o outro Pai Perfeito que já ensinou com Seu amor a maior lição da eternidade. Nós três juntos – princesa, mula e Deus – venceremos o mal, saberemos o que é melhor, superaremos o imprevisível e cresceremos para sempre.</p>
<p>Mais sábios. Mais aprendizes. E menos jogadores de colheradas pelo chão.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;"> </span></p>
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		<title>(    . . .    )</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Apr 2011 06:01:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pai coruja</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p><img width="300" height="200" src="http://www.paicoruja.eu/wp-content/uploads/2011/04/luto-300x200.jpg" class="attachment-medium wp-post-image" alt="luto" title="luto" /></p>Hoje escreverei pouco porque a vida humana pode se tornar tragicamente curta. Uma coisa terrível já é assistir a notícia macabra de crianças sendo cruelmente assassinadas dentro de sua própria escola. Outra, ainda pior, é se colocar no solitário lugar dos próprios pais daqueles filhinhos inocentes...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img width="300" height="200" src="http://www.paicoruja.eu/wp-content/uploads/2011/04/luto-300x200.jpg" class="attachment-medium wp-post-image" alt="luto" title="luto" /></p><p><strong><em>“A morte é a maior prova que temos de que fomos feitos para a vida”</em></strong></p>
<p><strong><em> <span style="color: #ffffff;">.</span></em></strong></p>
<p>Sem palavras.</p>
<p>Hoje escreverei pouco porque a vida humana pode se tornar tragicamente curta. Uma coisa terrível já é assistir a notícia macabra de crianças sendo cruelmente assassinadas dentro de sua própria escola. Outra, ainda pior, é se colocar no solitário lugar dos próprios pais daqueles filhinhos inocentes. A iminência do colapso ante a despedida irreversível devora qualquer ato de sanidade. Deve dar uma vontade insaciável de agarrar qualquer algo no imenso vazio que se instala dentro do peito – porém não há nada capaz de aplacar a dor flamejante dentro da alma. Gritar sem mais voz – e chorar sem mais lágrimas – é derramar no colo do Pai Criador a ânsia descontrolada de voltar de uma vez por todas lá pro Céu. Tenho minha filha viva perto de mim, mas o medo de perdê-la abruptamente estraga minha felicidade perfeita que deveria ser pra sempre. Não foi o caso daqueles outros pais que carregarão a saudade feroz na lembrança e a esperança do impossível um dia se tornar possível pelo resto de seus dias. Meu Deus, só volta logo – por favor!</p>
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<p>&#8220;<strong>Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas</strong>” (Mateus 19:14)</p>
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<p>Acredite.</p>
<p>Até Jesus voltar, não existe ponto final, apenas vírgulas que nos levem a perceber na pausa que o melhor ainda está para vir.</p>
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<p>(7 de abril de 2011 – Massacre de 12 Estudantes na Escola de Realengo no Rio de Janeiro)</p>
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		<title>Já Foi</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Apr 2011 02:39:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pai coruja</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p><img width="300" height="238" src="http://www.paicoruja.eu/wp-content/uploads/2011/04/time-flying-300x238.jpg" class="attachment-medium wp-post-image" alt="time flying" title="time flying" /></p>Ah, outro dia, ela inventou de falar “papai, chê!”, e a mãe inflou meu mundo ao explicar “querido, ela quer dizer ‘papai, amo vochê’”. Uau! Levitei enlouquecido de paixão, até escutar, momentos depois, ela também dizendo: “xixi, chê! Mimi,chê! Totô, chê...” A verdade é que ser pai é o maior barato! Coisas assim fazem a gente repensar a ordem de valorização das coisas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img width="300" height="238" src="http://www.paicoruja.eu/wp-content/uploads/2011/04/time-flying-300x238.jpg" class="attachment-medium wp-post-image" alt="time flying" title="time flying" /></p><p><strong><em>“Curta pra valer aquilo que faz a vida curta”</em></strong></p>
<p><strong><em><span style="color: #ffffff;"> .</span></em></strong></p>
<p>Fazia tempo que não me deixava flutuar na brisa encantada da minha filha me assoprando pra bem longe. Agora há pouco consegui soltar as amarras da rotina hasteando as velas pra admirá-la em novos mares. É incrível como seu crescimento anabolizado explodiu mais rápido que o movimento singular de minhas pálpebras. Foi voltar a abri-las e pronto, tudo diferente de novo! Tento laçar o tempo com força de Hércules, mas ele desliza sorrateiro por entre os dedos no tic-tac do relógio. Desesperado por eternizar cada momento, fotografo o que posso, como quem busca agarrar o intocável. Apenas pra concluir, logo a seguir, a dura verdade implacável: <strong>ter filhos é pisar fundo no descontrolado acelerador da vida</strong>. O que vai ser – é! – já ficando para trás. E sem voltar – nunca mais&#8230;</p>
<p>Quando vi minha filha descalça subindo num tiro de fuzil o escorregador do nosso playground, senti uma cratera vazia devorando o peito. Ela cresceu demais – e me avisou de menos. Seus cachinhos ensopados molhando a roupa suja amarrotada agrediram minha ingenuidade que não viu que agora ela corre, grita, pula, berra, gira, vira do avesso, endoidece e está mais encantadora ainda. Seu sorriso aberto se abre ágil e hipnotizante como um acordeon de magia ímpar. Seus dentinhos brancos preencheram o varal de sua boca que ontem só parecia ter quatro meias penduradas. Acompanhá-la no olhar é sentir-se incompetente como o vigia de um mosquito doido entupido de Red Bull. Sua voz ganhou decibéis atômicos e seu pescoço uma mola de boneco de madeira. É difícil aceitar, mas o que nem começou direito já acabou lá longe. Seu corpo alcançou minha cintura sobre pés firmes que não são mais chaveirinhos. A saudade atordoa forte enquanto tento espanar a melancolia tão morna quanto indestrutível. É melhor aprender  a lidar com isso!</p>
<p>Quer saber das suas últimas traquinagens inexplicáveis? Minha esposa desistiu de ir ao supermercado com ela. “<em>Não aguento mais pagar tanto mico, amor!</em>”, rendeu-se após algumas tentativas calamitosas. Na derradeira vez, minha filha arrancou sua fralda e decidiu sair rodopiando pelas prateleiras feito porta-bandeira em praia de nudismo – e igualmente “não-vestida” para isso. O pior foi quando a mãe encontrou a fralda esgarçada gentilmente largada em cima dos tomates frescos no meio da verduraria. Nem ousei perguntar se era o “número 1 ou 2” que estava dentro. Ah, outro dia, ela inventou de falar “<em>papai, chê!</em>”, e a mãe inflou meu mundo ao explicar “<em>querido, ela quer dizer ‘papai, amo vochê’</em>”<em>.</em> Uau! Levitei enlouquecido de paixão, até escutar, momentos depois, ela também dizendo: “<em>xixi, chê! Mimi, chê! Totô, chê&#8230;</em>”<em> </em>E agora à tarde? Depois de muita cautela pra me contar, minha amada confessou a última da minha amadinha: um pote de patê de maionese e uma inofensiva faca plástica eram tudo o que ela precisava pra se divertir recheando generosamente seu alimento. O único problema foi quando a mãe percebeu que a grossa fatia apetitosa NÃO era de pão, mas sim, o novíssimo controle remoto da TV a Cabo em HD do papai! Viu que chique? Botões de silicone aromatizados com atum e azeitona. Além disso, ela é fascinada por rolo de papel higiênico! (Tão limpinha que puxou o pai!) Se a gente descuidar com a porta do banheiro aberta, lá vai ela se deleitar em puxar todo o papel, enquanto conversa com o vaso sanitário no seu idioma de grunhidos. Até imagino ela dizendo: “<em>viu só, amiguinho branco tampado, quero transformar o mundo sem toda esta enrolação!</em>”</p>
<p>A verdade é que ser pai é o maior barato! Coisas assim fazem a gente repensar a ordem de valorização das coisas. Meu mundo previsível virou mera lembrança arqueológica tão remota quanto uma ossada de dinossauro. Mudou tanto que não consigo mais imaginar como tudo era tão estável e controlado. Agora, sou empregado do acaso criativo e aprendiz da Teoria do Caos. Porque ter um serzinho vivo roçando na sua perna é reconhecer, de uma vez por todas, o respeito ao livre-arbítrio alheio e a educação como via de mão-dupla – afinal, <strong>ensinamos aprendendo mutuamente</strong>. Isso tem sido minha grande aventura de pai-coruja: abrir mão do que eu acho imutavelmente certo para aceitar iniciativas diferentes da minha imaginada infalibilidade auto-suficiente. E quem disse que controle remoto não pode ser fatia de pão?!</p>
<p>Neste momento filosófico-existencial (só porque ela está dormindo placidamente!) tento ousar com respeito imaginando como é Deus olhando para nós. Somos inexplicáveis e inconsequentes como prova de que também não passamos de crianças crescendo. O Todo Poderoso, capaz de lançar galáxias pelos ares feito confetes em Suas mãos, deve olhar pra nossa pequenez e balançando a cabeça, dizer: “<em>é incrível como o ser humano ainda tem muito que aprender!</em>”. Consegue pensar no Criador sentado na plateia enquanto a criatura se acha uma divindade só porque “planta bananeira” lá no palco? Minha filha garante que pular pelada em praça pública é a coisa mais maravilhosa – só que “no seu mundo”. E nós cismamos em nos iludir de que “damos conta do recado sozinhos”. O resultado disso? “Pagamos micos” homéricos restando apenas nossos galos doloridos na testa após as cabeçadas dadas. Por isso, pergunto: que tal aproveitar a vida como aprendiz assumido de Alguém que nos ama tanto? Não é melhor reconhecer o quanto podemos apreciar desta relação de dependência protetora?</p>
<p><strong>Quando a gente ama demais, o único revés disso é que o tempo voa ainda mais rápido</strong>. Assim como minha filhota ferve meu sangue ao jogar pedaço de banana mordida dentro da minha pasta de trabalho, ela derrete meu coração quando penso na rapidez com que isso vai passar. Cedo ou “mais cedo ainda”, sentirei falta de me ajoelhar engravatado pra dar aquele abraço imenso num corpinho correndo alucinado em minha direção ao voltar pra casa no fim do dia. Ou verei o quanto valeu a pena me esforçar por deitar no chão deixando-a escalar como alpinista o Everest do meu peito (que pra ela é super sarado!). Se ela errar, eu estarei lá – se eu errar, Ele estará lá. E por isso não dá pra brincar com a fugacidade do TEMPO. Porque tudo passa muito rápido, e logo-logo aquele escorregador de plástico que hoje parece sua eterna Disney de todas as tardes, virará uma irrelevante imagem de fundo quando ela passear por ali de mãos dadas com seu novo namorado.</p>
<p>Com tudo isso, que tal juntar-se a mim nesta jornada da vida se reinventando momento a momento? <strong>Não deixe que a saudade se deforme em peso de consciência</strong>. Impedir que uma lágrima escorregue involuntária pelo canto do olho ao ver um rolo impecável de papel higiênico numa casa de gente crescida, será improvável. Agora, envergonhar-se sob a frustração de não ter degustado as peripécias de uma criança incrivelmente inexplicável talvez seja imperdoável. Pra quê perder este pedaço da melhor parte? <strong>Curta pra valer aquilo que faz a vida curta</strong>. Porque os filhos crescem, enquanto os chefes onipresentes já cresceram. As traquinagens desaparecem, a despeito das agendas aparecerem cada vez mais cheias. Os gritinhos sumirão e os celulares seguirão sempre tocando. Os carrosséis perderão a graça, mas as reuniões de negócio permanecerão ingratas. Não haverá mais joelhos esfolados, nem pedaços de brinquedos espatifados sob a cadeira de jantar, porém os compromissos causticantes nunca sumirão. Entende o recado? Se tem coisas que passam – e outras que estarão sempre lá – valorize o que não voltará mais. Seja filho assumido de um Super Pai do Céu, e não abra mão de ser um paizão ou mãezona assumidíssimos de seus super-presentinhos-vivos desta Terra. Você sentirá falta daquilo que o tempo carregou sem nem pedir permissão, mas sentirá o doce conforto por ter feito o que podia enquanto pôde.</p>
<p>E meu controle remoto voltará a servir apenas para zapear de canal. Nada mais.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
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		<title>Os Dois Raios</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Mar 2011 15:36:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pai coruja</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p><img width="300" height="200" src="http://www.paicoruja.eu/wp-content/uploads/2011/03/raio2-300x200.jpg" class="attachment-medium wp-post-image" alt="raio2" title="raio2" /></p>Sabe da máxima que dizem por aí que “um raio nunca cai duas vezes seguidas no mesmo lugar”? Depende! Se o lugar for a cabeça de alguém, esta suposição caiu por terra. O “coitado do bendito azarado sortudo” estava na “hora errada e lugar errado” não apenas uma vez, mas, por absurdo que pareça, duas infelizes vezes pra levar uma reprise de relampeada na testa...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img width="300" height="200" src="http://www.paicoruja.eu/wp-content/uploads/2011/03/raio2-300x200.jpg" class="attachment-medium wp-post-image" alt="raio2" title="raio2" /></p><p><strong><em>“Ser eternamente livrado do mal é muito mais importante do que ser, momentaneamente, machucado por ele.”</em></strong></p>
<p><strong><em><span style="color: #ffffff;"> .</span></em></strong></p>
<p>Sabe da máxima que dizem por aí que “<em>um raio nunca cai duas vezes seguidas no mesmo lugar</em>”? Depende! Se o lugar for a cabeça de alguém esta suposição caiu por Terra – mesmo com ela se movendo 7 mil quilômetros em 7 anos. O “coitado do bendito azarado sortudo” estava na “hora errada e lugar errado” não apenas uma vez, mas, por absurdo que pareça, duas infelizes vezes pra levar uma <em>reprise </em>de relampeada na testa. Bom, não foi bem um relâmpago, no entanto, vale a pena conhecer a história do Zahrul Fuadi – o Homem das Quase Duas Mortes!</p>
<p>Sem dúvida, este homem de 39 anos viveu o bastante pra 2 vidas! Nascido na Indonésia, morava na cidade de Aceh quando, em 2004, o mundo paralisou mediante as imagens aterrorizantes do <em>tsunami</em> global que varreu ilhas e 220 mil pessoas em todas as direções do Oceano Índico. Salvou-se com sua família graças à sua moto que acelerou mais rápido do que a aproximação implacável da onda. Isso já seria uma grande história pra contar – e até esquecer – se não fosse o impensável de alguns dias atrás. Concluindo seu PhD, após reconstruir seus sonhos, ele estava no coração da cidade de Sendai quando a terra estremeceu em solo japonês. O maior terremoto da História do Japão ainda não seria tudo ante o pior que estava por vir: o <em>tsunami</em> aterrador. Novamente, Fuadi estava lá – e com sua família pra não lhe deixar mentir! Mas, desta vez, foram salvos às pressas por sua Embaixada agindo antes que a cordilheira de águas dizimasse outras 10 mil pessoas. Enfim, duas tragédias agressivas e nenhum arranhão pra contar história.</p>
<p>O que você acha disso: sortudo ou azarado? É sorte sobreviver ou azar quase morrer? E ele reconheceu: “<em>Desastres naturais ocorrem sem dar muitas pistas</em>!” Certíssimo. <strong>A incerteza do próximo minuto deveria nos despertar em todos os segundos</strong>. O mais intrigante é que geralmente as más experiências nos pegam de surpresa. Se tocamos nossas vidas com certa margem de previsibilidade segura, pra quê imaginar que um raio cairá justamente na nossa nuca? Daí, racionalizamos, nos acomodamos, ligamos o automático e desligamos a devoção – ou cultuamos o natural, nos apostatando do sobrenatural. Até, de repente, o imponderável decepar a corda da nossa rede de descanso. Despencamos em pânico. Com a soneca abruptamente interrompida, ficamos desnorteados e absortos pelo susto de sermos peças do jogo, e não as regras dele. Já viu como somos contraditórios? Fazemos turbinas gerarem eletricidade pela força térmica de varetas de plutônio, mas não conseguimos antever um tremor de terra capaz de explodir tudo pelos ares. Monitoramos um raio-x de tórax, porém nos apavoramos só em pensar na radioatividade descontrolada espalhada por aí. Fazemos foguetes tentando pisar em Marte, e nem de longe descobrimos como reduzir a fúria das catástrofes endemoninhadas. Percebe? Somos tão indestrutíveis quanto um formigueiro megalomaníaco na iminência de uma patada de elefante. Se quando a Natureza sussurra a gente emudece, imagina se ela resolve gritar?</p>
<p>Vejo minha filha tentando descer degraus. Agora, qualquer desnível em seu caminho surge como um desafio provocando-a ao extremo. O problema é que sua gana por fazer tudo sozinha não abre espaço pra receber ajuda. Ela pára, olha, calcula, se contorce, vira de quatro, apóia na parede, fecha o punho, escorrega o pé na superfície vertical, e não cede. Às vezes, de longe, eu já sei que não vai dar, mas a linda-cabecinha-dura (que puxou a mãe!) não reconhece – parece até alguém da Melhor Idade tentando correr pra dar um salto com vara! Até, finalmente, ela perceber que não dá. Então, rendida a seu orgulho espatifado, ergue seu bracinho de porcelana na minha direção, e diz “<em>cêêê!</em>” – que, além de “<em>descêêê</em>”, quer dizer “<em>papai, reconheço minha completa falibilidade para galgar tamanha impossibilidade, por gentileza, ajude-me a concluir este desafio de complexidade inexorável!</em>” Ela desce apoiada e quietinha. Eu sorrio maliciosamente abafando a gargalhada de glória, e pergunto: por que ela precisa ser assim? Coragem é uma coisa, agora, preponderância é completamente outra. A exemplo dela nossa independência prematura pode retardar a oportuna segurança só residente nos braços da Onipotência. <strong>Temo que nossa altivez humana inutilize a intervenção divina</strong>. Ganharíamos mais dependendo antes!</p>
<p>“<em>Sou um homem de fé e acredito!</em>” Não tenha dúvida, depois de 2 raios na testa é inevitável respeitar a soberania dos Céus. Se Fuadi <em>quase</em> morreu duas vezes, o que dizer de eu e você que estamos vivos – graças a Deus – inúmeras vezes? Escapar de uma muralha de águas devoradoras é tão maravilhoso quanto atrasar 2 segundos, sem perceber, pra não atravessar um cruzamento. Um dia você descobrirá que o motorista bêbado no outro carro chocaria diretamente sobre sua amada no banco do carona. Só 2 segundos – e tão importantes quanto 2 raios. Ou, que tal as 2 tentativas amorosas naufragadas que seriam péssimas escolhas até descortinar diante de você alguém muito melhor? Só 2 desilusões – como 2 relâmpagos.</p>
<p><strong>Confesso que eu amo o poder de Deus capaz de reverter o imprevisível na promessa do possível</strong>. “<strong>Porque a tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios te louvam</strong>” (Salmos 63:3). Melhor do que viver descendo degraus é sobreviver ao alcance dAqueles braços que podem tudo. Esta graça do Pai lá de cima está disponível bem aqui, pertinho de você. O problema é agirmos irresponsavelmente como se Deus não existisse e um terremoto nunca acontecesse. Este precioso alerta bíblico é “rota de fuga” para casos de tragédias iminentes: <strong>se viver é bom, a graça divina de viver mais é melhor ainda</strong>! Porque a única coisa melhor do que a vida é garantir sua duração eternamente – e por que não sem interrupção? Acredito que uma moto salvadora “na hora certa e lugar certo” é uma demonstração irrevogável da intrínseca vontade de Deus de resgatar todo mundo do colapso do mal. E ainda 2 vezes?! Será que é sorte? Prefiro crer na Providência.</p>
<p>Não tapo o Sol com a peneira. Sei que nosso heroi azarado-sortudo é como um anel de diamante re-encontrado dentro do esgoto. Porque muita gente boa morreu lá. Que dizer das milhares de famílias cuja Embaixada chegou segundos depois? E dos demais filhos de Deus que só perceberam o monstro das águas quando já estavam engolidos por ele? É muito difícil ter esperança quando é tarde demais. Tem coisa muito errada neste planeta obra-prima dos pinceis impecáveis do Criador (Gênesis 1 e 2). Mas prossigo apegado a uma aparente contradição: “<strong>Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração</strong>” (Salmos 73:26). Como entender um coração fortalecido que se desfalece? Ora, o pecado pode até destruir injustamente corações de carne, mas é a justiça de Deus que há de preservar fortalecida a promessa de resgate eterno de toda esta agonia. Por isso tenho esperança viva no plano da redenção de um Criador que se deixou morrer através do Filho para que todas as suas criaturas pudessem viver por meio do perdão (João 3:16).</p>
<p>Enquanto vou ali, feito deidade, salvar minha filhota de um degrau maior que sua perna, que tal acreditar mais para aguentar ainda um pouco mais? Talvez outros raios caiam nas testas por aí e, quem sabe, sortudos-azarados desfilarão por muitas páginas dos jornais, mas siga em frente! Dizendo “<em>cêêê</em>”, ou “<em>Deus me ajude!</em>”, não duvide na escuridão daquilo que o Pai nos promete às claras: “<strong>Deus é fiel, e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar</strong>” (1 Coríntios 10:13). <strong>Ser eternamente livrado do mal é muito mais importante do que ser, momentaneamente, machucado por ele</strong>.</p>
<p>Até aquele dia quando, diante do Mar de Vidro (Apocalipse 4:6), esqueceremos tudo que nos dias de hoje terá ficado lá pra trás. Você viverá em chão firme, sem degraus intransponíveis, e com graça de sobra pra louvar, dizendo:</p>
<p><em>Obrigado, Senhor</em>!</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
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		<title>Boi de Gravata</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Mar 2011 11:43:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pai coruja</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p><img width="300" height="222" src="http://www.paicoruja.eu/wp-content/uploads/2011/03/gravata-300x222.jpg" class="attachment-medium wp-post-image" alt="gravata" title="gravata" /></p>Tlac – tlac. Enquanto teclo não consigo parar de rir. Nos últimos dias é isso que minha filha de 19 meses disparou em mim: uma explosão atômica de endorfina. Só pra você ter idéia, ela me apareceu na sala dentro do meu sapato 43. Outra hora desfilou no nosso quarto com um absorvente feminino grudado na testa...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img width="300" height="222" src="http://www.paicoruja.eu/wp-content/uploads/2011/03/gravata-300x222.jpg" class="attachment-medium wp-post-image" alt="gravata" title="gravata" /></p><p><strong><em>“O problema não é querer o que o outro tem, é nem admitir que ele também tenha”</em></strong></p>
<p><strong><em> .</em></strong></p>
<p><em>Tlac – tlac. </em>Enquanto teclo não consigo parar de rir. Nos últimos dias é isso que minha filha de 19 meses disparou em mim: uma explosão atômica de endorfina. Só pra você ter ideia, ela me apareceu na sala dentro do meu sapato 43 cismando que conseguia andar.<em> </em>Outra hora desfilou no nosso quarto com um absorvente feminino grudado na testa. E quando ela resolveu dar inúmeros beijinhos no meu cotovelo? O pior foi tentar impedi-la até ela trocar pelo meu calcanhar. Cócegas! Agora ela se joga em cima de mim gritando “oi!”, mesmo sem perceber as regiões mais sensíveis de qualquer homem na face da Terra. Ela já sabe arrancar a própria fralda exatamente antes de fazer seu “totô” em cima do sofá – e ficar apontando pra ele depois. Sem contar com o chapéu de calcinha que ela pôs na cabeça&#8230;</p>
<p>Mas, pior mesmo foi a noite passada. Eu tinha uma importante palestra pra fazer no dia seguinte e decidi tampar os ouvidos com espuma anti-ruídos pra dormir de verdade. Sonhei até 3 da manhã. Foi quando minha esposa beliscou meu pé, avisando: “<em>ou você vai lá agora ou não sei do que sou capaz de fazer! Ela está gritando há 35 minutos sem parar!</em>” Ciente que estava perante um <em>estado de calamidade pública</em>, fui ajudar. Nossa filha, quando tem pesadelos infantis, fica descontrolada a ponto de perder completamente a noção do que está a sua volta. Não adianta nenhum método tradicional – chacoalhar, acender a luz, agarrar forte, dar qualquer coisa para comer ou beber – não! Nada disso funciona. Ela fica em tamanho pânico que é completamente incontrolável. A não ser que você faça algo ridículo, diferente, e que a distraia – pra lembrar de respirar e “restartar a máquina”. Por isso, nestas horas, a mãe me chama, como Especialista Circense de Artimanhas Extraterrestres! Ao chegar ao berço, vi que a coisa estava ainda pior. Comecei o <em>ballet</em> de doido, e nada. Grunhidos elipsoidais e nada. Caretas imbecis, nada. Até pegar uma gravata velha e, num ato inconseqüente, colocar em torno do nosso pescoço colado e gritar: “<em>olha, filha, agora! Estamos de gravata!</em>”. Ela reduziu o estrondo melado da cara e disse: “<em>booooi!</em>” Entendi o recado! Peguei uma vaquinha lilás que ela tem no quarto, fiz um laço com a gravata no seu pescoço, e compus a música mais linda do mundo: “<em>boi, boi, boi, boi de gravata, boi, boi, boi, nós somos tudo ‘bôido’</em>”. Perfeito português, perfeita métrica, perfeita melodia, o completo fim do mundo! Mas ela se aquietou, acalmou, agarrou seu “boizinho engravatado”, e nos próximos 15 minutos da minha vida, cantei a Melô do Boi de Gravata até o leão enfurecido cair num sono de anjinho pós-maracujina – profundíssimo! Voltei pra cama, e minha esposa encantada com minhas habilidades milagrosas perguntou o que eu tinha feito. “<em>Amor, apenas levei ela pra conhecer o boi de gravata!</em>”. Ela fingiu que entendeu e eu fingi que sou normal.</p>
<p><em>Boi de gravata</em>. Não acredito que você nunca viu um! Sério? Tão comum quanto uma mexerica bipolar! Também não a encontrou por aí? Que absurdo! Ou você nunca pensou que a imaginação é capaz de tudo? (Contanto que aplaque a fúria de uma criança na madrugada!) <strong>Ser pai é superar-se no Universo Imaginário onde as mentes infantis dão um banho na gente</strong>. Mas, já percebeu que nós também somos muitas vezes devorados por nossa mente incontrolável? Você olha pra alguém que nunca viu e não vai com a cara dela. Boi de gravata. Sente-se a raspa do tacho feito pulga de tatu no mundo das beldades. Boi de gravata! Olha pro vizinho sentindo um enjôo sutil quando ele desponta com o carro zero dos seus sonhos. Olha o boi aí, gente! E isso vai longe&#8230;</p>
<p>Dentre outros sentimentos e ressentimentos da imaginação, <strong>a inveja é uma cria legítima do acasalamento das nossas expectativas frustradas com as conquistas alheias</strong>. É um jugo desigual – mas ocorre sempre que deixamos nossa mente ambiciosa flertar com a vida do outro. Alguns chegam a fitar o sucesso do próximo como quem venderia a alma pra tornar a visão uma miragem, mas a realidade salta aos olhos provando que o sonho se realizou – mas não pra você. Por isso apresento-lhe o maior <em>boi de gravata</em> que existe: <strong>a dor de cotovelo</strong>! E o primeiro que doeu foi o antebraço mais forte e angelical da Eternidade: o do próprio Lúcifer. Sabe lá por que cargas d´água o Maestro da Orquestra do Céu quis virar o Dono do Teatro inteiro, mas sua imaginação lhe deu um coice levando-o ao maior tombo da História. E pra quem imaginou que deveria ser Deus, “despencou na real” chafurdando na miséria do subsolo da Criação. Eu sei que até levou um montão de outros seres imaginativos consigo, mas não deu em nada! (Ezequiel 28:14-17).</p>
<p><em>Boi de gravata</em>. Sabe o que é ainda pior na inveja? Não basta ambicionar a grama mais verde da vizinhança, tem que jogar praga em todos os outros jardins pra que só o do invejoso pareça Éden. E aí está: <strong>o problema não é querer o que o outro tem, é nem admitir que ele também tenha</strong>. Isso é nocivo beirando a crueldade! Este sentimento fugaz aniquila relacionamentos saudáveis e amizades que poderiam ser poderosas. Além disso, uma imaginação desgovernada é queda-livre pra atos de completa insanidade. Lembra de Caim enlouquecido por arrancar a vida de Abel? (Genesis 4:8). E os irmãos de José? O pobre caçula não podia fugir dos próprios sonhos e virou pesadelos pros irmãos. Acabou morto de mentirinha devorando a felicidade da família inteira de verdade (Genesis 37:20-24).Será sempre assim, <strong>a cobiça é capaz de tornar pigmeus os maiores gigantes</strong>. Davi tinha tantas mulheres quantos rubis de sua coroa, mas inventou de invejar a esposa de seu soldado mais valente (II Samuel 11:2-4). Matou, mentiu, adulterou, e ainda tentou iludir o próprio Deus. Sem falar no doido-varrido Saul! O imperador tremia de ódio ao ver o garoto-prodígio-cantor arrastando multidões de fãs (feito um Justin Bieber israelita que ainda matara Bin Laden com uma funda) (I Samuel 18). Não adianta, a exemplo de Saul, <strong>a inveja é, geralmente, a confirmação de uma intensa crise de auto-estima</strong>. Finalmente, surgem os diplomados fariseus – ô raçazinha de pombas com coração de abutres! – eles não faziam nada e destruíam qualquer que tentasse fazer alguma coisa. Odiaram Jesus sem perceber o fato disso refletir um ódio por si mesmos. Mataram o Filho de Deus, mas quem morreu foram eles.</p>
<p>Fico pensando, você percebe como a inveja também é um tipo de roubo? Um furto dissimulado e cruel? Porque tentar obter o que é do outro não está melhor do que o trombadinha de esquina surrupiando o tênis de marca de um “almofadinha”. Arrancar o que é do outro é um ato marginal digno de Júri Popular. Porém, na cobiça, este tipo de ladrão jamais será preso! É um delito sem Código Penal – ao menos nesta Terra – que prende assaltante de banco, mas nunca algemará um coração cobiçoso.</p>
<p>“<strong>A inveja é a podridão dos ossos</strong>” (Provérbios 14:30). Implacável como bala de fuzil no peito! Ossos podres demolem o corpo todo. Este sentimento “Luciferiano” precisa ser dissolvido na poça de sangue perdoador ao pé de uma Cruz. Ao invés de um “miserável admirador” com raiva do que o outro tem, que tal se tornar um íntimo seguidor dAquele capaz de dar ao invejoso um coração solidário? Peça ao Supremo Criador da Criatividade ajuda pra controlar cada ressentimento de uma imaginação perversa. Curtir o que o outro tem é torná-lo apto para, um dia, você ter até muito mais: a felicidade! E isso será tão gratificante quanto dormir em paz, num sono tranqüilo, grato a Deus por ter imaginado coisas boas e realizado uma vida bem melhor.</p>
<p>Ainda que seja cantando e pensando no <em>boi de gravata</em>!</p>
<p>.</p>
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		<title>Dia do Homem</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Mar 2011 18:21:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pai coruja</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p><img width="300" height="179" src="http://www.paicoruja.eu/wp-content/uploads/2011/03/pai1-300x179.jpg" class="attachment-medium wp-post-image" alt="pai1" title="pai1" /></p>Próximo ao Dia da Mulher, decidi escrever sobre o homem. Esta raça aí mesmo! De contrastes tão visíveis quanto misteriosos, uma tribo terráquea onde todos querem ser caciques, e feito um pelotão maciço de futebol americano mas, se der chance, saem todos alucinados pra agarrar a bola primeiro. Vai entender nós, os homens!]]></description>
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<p>.</p>
<p>Próximo ao Dia da Mulher, decidi escrever sobre o homem. Esta raça aí mesmo! De contrastes tão visíveis quanto misteriosos, uma tribo terráquea onde todos querem ser caciques, e feito um pelotão maciço de futebol americano que se protege pra vencer, mas, se der chance, saem todos alucinados pra agarrar a bola primeiro. Vai entender nós, os homens! Não podemos chorar, nem fraquejar, estrangulamos o pescoço engravatados, sentimos toneladas sobre os ombros e ostentamos uma onipotência que nos exila de qualquer ato mais sensível. E, quer saber? Ai de qualquer um que ouse desabafar demais ou reconhecer um ato falho de limitação! – a Corte Marcial Global dos Machos degola qualquer candidato que quebrar o paradigma da insensibilidade. Afinal, fomos feitos pra lutar, guerrear, competir, conquistar, defender, segurar, impressionar e, se der tempo, enxugar as lágrimas – delas! Ponto final. O único problema é quando a miragem se desfaz e o deserto da imperfeição nos obriga a cair na real.</p>
<p>Daí eu me pergunto, por que <em>um dia delas</em> se, nem de longe, os outros dias são deles? Quem disse que um dia pra homenageá-las paga nossa dívida de não conseguirmos segurar as pontas sozinhos pelo resto do ano? Ter uma <em>data especial</em> pode parecer mais um favor feito no tolo ringue da Guerra dos Sexos – onde o “cromossomo frágil” recebe uma gorjeta. Calma lá, não me fuzilem ainda! Apenas parei pra refletir se este momento não pode soar mero aplauso pra desencargo de consciência, como se uma minoria enfraquecida carecesse de um agradinho sazonal. Mas as mulheres são a maioria! São fortalezas dando a luz, seu limiar de dor põe o nosso “no chinelo”, decifram o imperceptível, e ainda fazem tudo ao mesmo tempo. Podem me guilhotinar, mas do jeito que também somos indecifráveis mereceríamos um dia pra reconhecer a importância de não sermos todo-poderosos. Um Dia do Homem provaria pro Universo que também percebemos ser minoria, sofrer injustiças, e esperar por um certo reconhecimento.</p>
<p>A esta altura você deve estar coçando a cabeça ou esmurrando o computador, mas vamos divagar um pouco mais? Se lá no Eden toda a estratégia maquiavélica foi investida na tentação de Eva, o que foi necessário pra arrastar Adão? Só uma boca-de-urna feminina – nada mais (Genesis 3). O homem mais forte do mundo faria Rambo, Hulk e Thor amolecerem, mas quem arrancou de Sansão o segredo ultra-secreto de seus poderes heroicos? Um sussurro sedutor ao pé do ouvido (Juízes 16). E quem impressionou o Mestre com a maior aula de insistência, perseverança e sabedoria? Uma dama que, fazendo um trocadilho com as palavras “cachorrinhos”, “migalhas” e “mesa”, conseguiu a cura desejada (Mateus 15:27). E a viúva de Sarepta (1 Reis 17), que deu toda a comida que tinha, acreditando que receberia muito mais do que queria? E por aí vai&#8230; longe!</p>
<p>Por isso relevo aqui a importância da imparcialidade. Somos os leões da floresta, mas são as leoas que saem pra caçar. Quem disse que não temos lutas masculinas por detrás do <em>pôster</em> de Mister Universo? E o Dia da Mulher é um chamado mundial à reflexão desarmada de que todos buscamos superar nossas carências. Se a mulher precisa ser protegida por fora, o homem também precisa ser amparado por dentro. Elas merecem um banho de rosas perfumando sua auto-estima, e eles esperam uma brisa de paz refrescando o suor de sua auto-cobrança. Se elas assumem sua fragilidade tornando-se mais fortes, nós deveríamos reduzir nossa infalibilidade ficando mais tranquilos. <strong>O perfeccionismo austero masculino se debruça admirador nato perante a singela humildade feminina</strong>. Obcecados por acertar, muitas vezes nos cobramos demais enquanto elas, resignadas em servir, superam-se cada vez mais.</p>
<p>Entende por que eu defendo esta bandeira? O Dia do Homem seria prova irrefutável de que não somos, nem deveríamos ser, o centro das atenções. E não porque somos melhores, mas exatamente por não sermos melhores. Então, sou arrebatado por pensamentos intrigantes: a divindade em pele humana nascendo de uma <em>virgem </em>(Lucas 1:27); o Salvador chamando a Nova Jerusalém de <em>noiva </em>(Apocalipse 21:2); ou Cristo ilustrando sua Igreja de <em>mulher</em> (Apocalipse 12:17). Consegue perceber? <strong>O gênero feminino é pinçado cuidadosamente por Deus pra revestir a saga do Plano da Redenção de profundo significado</strong>. O Criador sabe o potencial incrível de ambos os lados.</p>
<p>Não dá pra fugir desta verdade poderosa: <strong>admirar o sexo oposto é tornar-se admirável</strong>. A elegância romântica não enfraquece os bíceps, mas tonifica o poder de influência. Querer uma data masculina não é reivindicar a mesma glória, é descer um pouco do salto (de sapatos Democrata!). Enquanto isso, elas avançam silenciosas. Com aquele sorriso maroto, envolto numa piscada tímida ao receber um buquê de rosas <em>no seu dia</em> – sem precisar dizer por aí o que todos já sabem – que <em>os outros dias</em> também são seus. E se isso ferve em você como uma ameaça alienígena de seres perigosos usando Victoria´s Secret, tome cuidado! Mulher não tem tempo pra ser mãe, profissional, cônjuge, dona de casa, educadora, estudante, vaidosa, saudável, atraente, competente, ombro amigo, muro de lamentações e, além disso tudo, preocupar-se com a arregimentação de uma mega-estratégia-inter-galáctica-ultra-sigilosa para dominar o Universo Masculino. Que tolice! <strong>Valorizá-las é provar o quanto precisamos delas de dia – e de noite!</strong> Assim, volto à ideia do Dia do Homem! Só pra equalizar as coisas. Pra colocar-nos no mesmo nível de excelência. E, lá no fundo, pra escancarar a realidade: <strong>se elas receberam um dia pra provar que são mais do que parecem, eles teriam seu dia pra reconhecer que são menos do que aparentam</strong>.</p>
<p>E o final disso tudo? Seguiríamos juntos, de mãos dadas e egos entrelaçados, curtindo a delícia de viver “de igual pra igual”, mergulhados nas infinitas diferenças que nos tornariam eternamente cúmplices. “<strong>No Senhor, todavia, nem a mulher é independente do homem, nem o homem, independente da mulher</strong>” (1 Coríntios 11:11). Isso aí! O que Deus uniu, que não separem os estereótipos. Um precisa do outro, e juntos precisam descobrir onde a felicidade desponta. Posso ser um iludido em extinção acreditando nos relacionamentos – mas prefiro ser conhecido por crer nos <em>clichês </em>improváveis do que me render à pressão das maiorias solitárias. <strong>Neste mês de homenagem a <em>elas</em>, espero que <em>eles</em> se superem homenageando-as pelo resto do ano também</strong>. E nestes dias especiais – de todos os dias ainda mais especiais – viver será emocionante, e conviver, um presente do Céu abençoando ambos os sexos.</p>
<p>Mas só pra não revolucionar demais&#8230; <strong>Feliz Dia da Mulher!</strong> Vocês fazem a gente descer do trono.</p>
<p>Que trono, ué?!</p>
<p>.</p>
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